terça-feira, 3 de novembro de 2009

Reidy

Esse ano está "bombando" no que diz respeito a comemoração do que seria o centenário de vida de muitos arquitetos (dê uma olhada nessa reportagem da revista Projeto). O mais famoso no contexto público, creio eu, é Burle Marx. Para a comemoração, várias revistas dedicaram espaço - mais que merecido - a suas paisagens. Mostras, como a Casa Cor, também fizeram suas homenagens, propiciando que muitas pessoas, que estão fora do contexto arquitetônico, conhecessem um pouco mais desse artista.


Outro arquiteto que faria 100 anos seria Reidy, que entre tantos projetos não conhecidos, foi colaborador no projeto do Ministério da Educação e autor do projeto do MAM e do conjunto Pedregulho, todos localizados no Rio de Janeiro. eÉ dele que falarei - ou tentarei - um pouquinho nesse post.
Affonso Eduardo Reidy, ao meu parecer, foi pouco estudado perante a importância que teve para a arquiteta moderna brasileira. Seu centenário, no entanto, reascendeu o interesse pela trajetória do arquiteto. O documentário exibido mês passado em São Paulo denominado "Reidy: A construção de uma utopia" veio para complementar esse momento que é mais do que digno para tal arquiteto.
Confesso que, também, pouco sei sobre o arquiteto. Algumas informações na graduação e um estudo focado na azulejaria de seus projetos cariocas. Uma pena! Mas... como no caso do Burle Marx, essa comemoração trouxe ótimas informações não somente focada a revistas especializadas, mas a um público em geral. Um exemplo foi a reportagem do jornal Folha de São Paulo. Sucinto, mas com dados interessantes sobre Reidy. Tomei a liberdade de pinçar partes que acho que vale a pena a leitura. Aos interessados, bom proveito.

"Autor de projetos-chave da modernidade na arquitetura brasileira, como o MAM-Rio (Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro) e o Conjunto Habitacional Pedregulho, além do plano urbanístico para o aterro do Flamengo, o arquiteto sempre ficou ofuscado por alguns dos colegas, como Oscar Niemeyer, 101.

'A obra do Reidy não tem a exuberância da obra do Niemeyer. A forma arquitetônica em Reidy tem uma gênese diferente. Em certa medida, é menos livre e mais serial' afirma o crítico e professor da PUC-Rio Otavio Leonídio, 44.

"Mas Reidy fez a maioria dos projetos como 'técnico' da prefeitura do Rio. Não tinha o perfil glamouroso do profissional liberal que se costuma associar aos grandes 'criadores'."

Para Leonídio, isso é um grave erro. 'A arquitetura de Reidy tem desdobramentos múltiplos e surpreendentes. A escola paulista deve imensamente a ele. Diferentemente de Niemeyer, a obra de Reidy é aberta, não se encerra em si mesma."
Quem tiver interesse em ler a matéria completa, escrita por Mário Gioia, clique aqui. Na revista Projeto (arcoweb) do mês passado também saiu uma reportagem super bacana, segundo minha amiga Camila Pompolo (porque eu, vergonhosamente, não assino a revista). Ainda não está no site, mas quem tiver interesse e tiver possibilidade de comprar a revista, fica aí outra dica.

Por fim, não posso deixar de colocar, aqui, as imagens dos principais projetos do Arquiteto:



Conjunto Residencial Pedregulho. Imagem 01 via Vitruvius e Imagem 02 daqui. Os azulejos são de Portinari.


Museu de Arte Moderna (MAM) no Rio de Janeiro. Imagem 01 daqui e Imagem 02 daqui.

Leituras como essa me fazem sentir uma saudade do mestrado... e me deu uma vontade de fazer doutorado... Mas como eu faço tempestade em copo d' água tratando-se de estudos, acho melhor ficar quietinha aqui. Quem sabe mais para frente, não?

Bom restinho de semana.

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Amélia é que era mulher de verdade...



Ando uma legítima Amélia (no sentido figurado) depois que a faxineira resolveu pedir demissão aqui de casa.
Eu sei da importância desse (a) profissional e o quanto isso ajuda, mas a preguiça em procurar uma pessoa de confiança, que colabore com o fato de eu ter escritório em casa e aceite vir em casa duas ou três vezes na semana e blá blá blá blá blá anda enorme e só intensifica o programa Amélia que baixa sobre mim de terça e sábado (rs).

No entanto, apesar de meu horário, que já era louco, ficar mais louco ainda, o legal é que quando me disponho a "cuidar" da casa, percebo coisas que deveriam ter sido feitas, o que está legal e o que está necessitando de reforma ou troca e... o que não está limpo.

E aí chegamos na história de hoje, porque uma boa arquitetura (olha eu me achando) ou uma boa decoração se perdem se o ambiente não estiver limpo e organizado, concorda?

Pensando nisso, resolvi dividir aqui minhas recentes descobertas. Donas (donos) de casa, se preparem! Marmanjões (marmanjonas?) que não colocam a mão na massa, acho que o assunto acaba-se aqui.

Pois bem. Olhando, com olhar clínico - entenda bem - para o banheiro da minha casa, que inicialmente tinha o rejunte branco e um box de vidro transparente, percebo que o rejunte passou para cor terracota e o vidro do box não está tão transparente assim. Se isso já era notado antes da Amélia se instalar em mim nesse último mês, a partir do momento que eu estava limpando o ambiente, deveria ficar um brinco!

Então, procura aqui, pesquisa dali e fiz uns testes. Como eles foram parcialmente aprovados, repasso a vocês, para, talvez, facilitar a vida de alguma dona de casa desesperada.

O rejunte:
O assunto rejunte é o que mais dá ibope nesse blog, sabia? Gente querendo saber como limpar o rejunte epoxi que grudou no piso ou gente querendo saber como fazer para ter, de volta, a cor linda e com muito custo escolhida quando a obra foi concluída.

Sobre limpar o rejunte epoxi, a consultora da quartzolit indicou Pintoff gel. Eu nunca testei. Uma amiga disse que não funciona, mas é a única solução encontrada.

Mas falemos sobre trocar a cor do rejunte ou renovar a cor que ali habitava.
- Uma das opções é tirar o rejunte antigo e rejuntar novamente. Já fiz isso, acreditem! Uma pauleira e um resultado péssimo, dado que não sou boa pedreira, muito menos boa azulejista. Então, se você tem interesse nessa etapa, recomendo contratar um profissional habilitado para tal.
- A segunda opção é usar produtos como o ZAPT, da empresa Fortaleza. Eu não estou recebendo nada para divulgar o produto, mas usei e gostaria de fazer minhas considerações:
1. Passar o produto não é tal difícil quanto tirar o rejunte e rejuntar novamente.
2. Passar o produto não é tão fácil quanto aparece na embalagem. É muito cansativo e a limpeza demora horas.
3. O valor do produto é meio salgado, mas uma bisnaga rende que é uma beleza!
3. O resultado é satisfatório, mas exige, em alguns momentos, que passemos mais que uma demão. Considerando-se minha experiência, no caso do produto branco foi necessário passar de 03 a 04 camadas nos locais mais sujos. Em caso de produtos escuros, uma demão é necessária, segundo colega de trabalho que se aventurou na mesma linha que eu usando o zapt na cor cinza.
4. A durabilidade, no entanto, não é das melhores. Se você passar uma buchinha, dessas amarela e verde, onde o produto foi passado, ele sai facilmente, mesmo depois de 03 a 04 dias esperando secar. O bom disso é que se você esqueceu de limpar uma área do piso que continha o produto, ele vai sair com o mesmo esforço utilizado uma hora depois do produto secar.
5. Por fim, preciso falar da garantia da cor, porque não adianta nada sofrer tanto, para o resultado desaparecer em um ou dois dias. Enfim, a garantia de cor não é garantida se você não usar um outro produto da marca fortaleza. Ele se chama ZAPT Protetor. No meu caso, como estava muito cansada do processo (que durou 02 dias), passei o zapt protetor em uma área e deixei a outra área sem. Não era pra ser experimental, mas foi. Onde o protetor foi passado, depois de um mês o rejunte continua branquinho. Onde o protetor não foi passado, o rejunte encontra-se, novamente, na básica cor terracota.
6. Sobre o protetor, indico passar com pincel. Depois de seco, o produto só sai com bastante esfrega-esfrega e o uso do pincel facilita o serviço de limpeza.

Minha dica, então, resumida, para quem quer ter o rejunte novinho em folha é Zapt cores + Zapt protetor + uma grande dose de paciência.


O box

Se você é uma pessoa que tem um box com um vidro de qualidade espetacular, que nunca mancha ou se você é aquele (a) que após o banho, também dá um banho no box com água, detergente neutro e, ainda, passa um paninho para deixá-lo sequinho, nem precisa ler essa etapa. Agora, se você, como eu, tem um box que mancha com uma gota de água e não tem paciência nem marido que aguente a etapa de lavar e secar o box, a solução encontrada para minimizar os efeitos do vidro do box se divide em duas etapas:

1. Quando for lavar o vidro do box, lave com detergente neutro. Acabada essa etapa, pegue uma escova ou uma bucha (verde e amarela) e passe pasta de dentes. É... pasta de dentes. Esfregue, esfregue, esfregue... depois enxague bem, muito bem...
2. Seque o box
3. Com um pano limpo, utilize a mistura de 01 copo de álcool + 01 copo de querosene + 07 copos de água (que você deixou descansar por 24 horas, no mínimo - não me pergunte por que) e passe em todo o vidro. Pegue, então, um pano seco e dê aquele brilho.

Tá pronto! Confesso que não fica como um box novinho em bala, mas que chega perto... ah, isso chega!

Agora é só pegar no batente ou pedir para sua faxineira fazer isso por você. Santas faxineiras!!!

Abraço!

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Móbile

Olá.
Tem alguém aí?
Pois eis que estou fugindo da tarefa de atualizar esse blog. São tantas dúvidas profissionais que acabo me perdendo em saber o que colocar aqui. Reclamações a parte, hoje bloguito faz um aninho. E como ele ainda é um bebê, nada melhor do que falar de criança, não? Mesmo que entrando no contexto de decoração, acho que vale a pena.

E pensando em bebês, ultimamente o que me vem a cabeça são móbiles. Sempre gostei dessas esculturas de peças móveis e em constante equilíbrio. Acho, ainda, que ela ficou estigmatizada para quartos de bebê, mas funcionam perfeitamente em qualquer ambiente. Quer um exemplo clássico: Alexander Calder, o criador do móbile. Dois modelos que aprecio:


O primeiro chama-se Snow Flurry e o segundo chama-se star. Para ver outros modelos, indico o livro Calder no Brasil, de Roberta Saraiva.


Outro exemplo que me lembro bem é do enorme móbile instalado no Sesc Vila Mariana. Não é lindo?

A imagem é do site e concordo que está péssima. Eu tinha uma imagem bem melhor, mas ela sumiu...Se alguém tiver essa foto e quiser disponibilizar para colocar nesse espaço, ficarei grata.

E tem os móbiles caseiros, que são baratos e fáceis de fazer. Um exemplo é o móbile de passarinhos, mas tem outros tantos exemplos pela net:


Imagem: spoolsewing

Mas como eu disse que iria falar de criança, vamos lá: com uma sobrinha de 02 meses, o que mais vejo espalhado pela casa são brinquedos que tem como ponto referencial os móbiles. Como qualquer nenem, minha sobrinha fica hipnotizada com aqueles bichinhos que giram e com aquele tocar de música que deve cansar qualquer um (rs). Mas nem só de bichinhos cantantes vivem os móbiles infantis. Ufa! Dois exemplos que aprecio muito:


Variações sobre o mesmo tema. A primeira imagem é da revista Casa e Jardim, edição set/2009 e a segunda imagem é da House to home. Alguém sabe onde comprar móbiles desse modelo? Pode ser aqui ou em Londres, que está valendo. Agradeço.


Esse outro modelo simples e bonito aparece, na primeira imagem, em projeto da arquiteta Luciana Salles, e na segunda imagem, na casa de fofíssimos trigêmeos, do blog triplos.

Por fim, enquanto pesquisava umas imagens de móbiles encontrei vários posts (bem mais completos, diga-se de passagem) sobre o assunto no blog De(coeur)ação. Vale a pena olhar.

Por hoje é isso.
Grande abraço e parabéns ao Viver Arquitetura. Que ele viva, mesmo que capenga, por muito tempo!


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Complementando o post, encontrei diferentes modelos de mobiles no site da Etsy. É um site gringo, que entrega produtos no Brasil. A quem se interessar, o endereço é esse.

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Vai pagar quanto?

Há um bom tempo solicitei a Ana Paula, do blog Urbanamente, autorização para colocar no Viver Arquitetura um post muito bem escrito por ela. Educada e atenciosa que é, Ana Paula, de prontidão, concordou.
Naquela “época”, o post pareceu cair como uma luva em um texto que eu tentava escrever sobre o acesso da população ao profissional de arquitetura. Mas mesmo caindo como uma luva, o texto não saiu. Começava a falar de uma coisa e puxava para outra, que ia para outra e outra... Enfim, uma catástrofe literária (rs).

Olha o que escreveu Ana Paula:


Vai pagar quanto?

Láááá atrás, nos comentários ao post-piada sobre as Leis da Arquitetura, a Cláudia falou sobre ter dinheiro pra pagar arquiteto, e eu respondi que falaria a respeito. Pois bem, esta é a minha posição, os colegas que discordarem, que se manifestem.

Nossa cultura, claramente reforçada pela mídia, é de que arquiteto é coisa para rico. Os arquitetos das novelas são sempre caras engravatados, charmosos, descolados, que circulam nos ambientes mais requintados (er… pode não ter nada a ver, mas eu não lembro de ter visto mulher arquiteta nessas novelas. Será coincidência?); os clientes são sempre do núcleo rico da novela, moram em mansões espetaculares. Nossa idéia de arquiteto é uma coisa bem de exposição do tipo Casa Cor, ou de revista. A realidade, eu te asseguro, é bem outra.

Pra começar, quem mais precisa de arquiteto, na minha opinião, não é nem sequer a classe média, que dirá a alta. Quem precisa de arquiteto de verdade são os mais pobres (que inclusive são os que mais constroem, pode procurar saber nas casas de materiais de construção). Porque as casas e apartamentos de classe média, mal ou bem, já seguem os parâmetros mais básicos de dimensionamento dos cômodos, necessidade de ventilação e iluminação. Os mais pobres não. Pra eles, muitas vezes, a orientação de um arquiteto faria toda a diferença entre ter uma casa com um mínimo de conforto e outra com infiltrações, retorno do mau-cheiro do esgoto pelo ralo e outros problemas que comprometem a saúde e até a segurança dos moradores. Provavelmente pelo mesmo valor que eles gastariam. Por isso, eu sou a favor de um programa de arquitetura pública. Não tem médico de família? Devia ter arquiteto de família também.

Mas o caso que todo mundo pensou aqui foi outro. Você quer reverter aquele quartinho que tá sobrando num escritório, ou transformar um banheiro grande do apartamento antigo em dois pequenos, sendo um deles suíte, ou já que tem que quebrar a cozinha pra consertar um vazamento crônico, quer aproveitar pra fazer armários novos e dar um jeito de caber o freezer que tá na área de serviço. E aí, como pagar um arquiteto pra fazer o projeto é muito caro (você acha), você vai dando seu jeitinho, confia no encanador, fala com aquele marceneiro que fez a guarda-roupa da sua irmã, e explica pra ele mais ou menos o que vc quer, e entre tentativa e erro e consertos em cima de consertos, eu aposto que no final você gastou tanto quanto ou até mais do que se tivesse chamado o arquiteto, se aborreceu mais e ainda descobriu que ficou faltando tomada, quando abre a porta do freezer ninguém passa da sala pra cozinha, etc etc…

Pois eu te digo. Não sei os figurões que atendem a alta roda, mas dos colegas com quem eu convivo, eu posso afirmar: se tem uma criatura flexível pra negociar é arquiteto. Você pode ter um projeto por um preço ridiculamente menor do que imagina. E ir conversando sobre até onde quer que o arquiteto vá: se ele vai fazer só o projeto e te entregar, e você vai cuidar do resto, é uma coisa. Se você quer que ele acompanhe a obra, contrate a mão-de-obra, saia contigo pra escolher o material, é outro. E aí no meio tem um mundo. Se você vai construir uma casa inteira, o arquiteto pode fazer o acompanhamento legal junto aos órgãos de licenciamento. Mas se você tem um cunhado engenheiro que diz que faz isso pra você de graça, beleza. O arquiteto pode fazer um projeto em etapas, já prevendo que você mais tarde vá fazer um acréscimo, subir um pavimento, construir a churrasqueira, e aí, você constrói aos poucos, mas já com o projeto acertadinho, a estrutura e a previsão de instalações devidamente dimensionados. É tudo uma questão de conversar, chegar a um acordo.

Eu sou radical. Eu acho que o arquiteto devia inclusive atender por consulta. Assim: você vai reformar o quarto dos filhos. Não quer um projeto inteiro, quer só trocar umas idéias com um profissional, ter dicas de cores e materiais, saber se tem como aproveitar aquele beliche e se é possível fazer um revestimento que dê alguma proteção acústica, já que seu filho escuta rock mais alto do que devia. Podia chamar o arquiteto, que iria à sua casa, conversaria, daria as sugestões e receberia pela consulta. É limitado? Sim. Não teria um projeto, um desenho, e ele não poderia se responsabilizar pela execução do serviço que você contratou por conta própria, mas é uma possibilidade, um começo. Talvez aos poucos fosse desmistificando a profissão.


O que me fez postar hoje esse texto não foi o fato de ter conseguido escrever sobre o que eu queria (rs), mas o fato de ter presenciado pela terceira vez em uma semana a seguinte cena [Só para situar, estou prestando consultoria uma vez por semana em uma loja, o que apesar de parecer banal para alguns, está sendo um grande aprendizado]:

O cliente (ou casal de clientes) chega querendo fazer a compra dos acabamentos de sua residência. Mostra o projeto e eu vejo que a casa abrange uma área considerável (nos três casos, passavam de 150m²). O (a) cliente (a) está empolgado (a)... Quer ver porcelanato, faixas para banheiros e cozinha, materiais de revestimento para paredes externas. Escolhe produtos variados, de preços variados. No entanto, é fato que sua residência terá um valor médio de R$900,00 por metro quadrado (considerando-se que estamos no interior de São Paulo). Até aí tudo ok.
O que me incomoda é o fato de esses projetos serem muito ruins. Não vou entrar no mérito de qual profissional efetuou o projeto e de quais as exigências dos clientes que os solicitaram, mas nenhum deles apresenta uma distribuição lógica, tanto de layout quanto de circulação. Nenhum deles (eu perguntei sobre isso) apresenta pranchas detalhadas com plantas, cortes, elevações, hidráulica, elétrica, estrutura, pisos, esquadrias, iluminação e tantos outros itens que eu considero importantes para o bom andamento de uma obra. Em todos os projetos deu-se prioridade para desenhos de fachada frontal em detrimento da distribuição eficaz no espaço interno. Em todos os projetos é nítida a preocupação zero em estudar a melhor distribuição a fim de garantir uma obra econômica, partindo-se da estrutura, da orientação solar, da ventilação cruzada.

Como disse em outros posts, é comprovado que a contratação de arquitetos não tende a aumentar o valor final da outra, visto que os custos com a construção diminui por existir um planejamento prévio, evitando-se erros de obra, de quantificação de materiais, demolições desnecessárias, entre outros problemas.

Agora fica a pergunta: em uma casa que é para durar uma vida toda, onde os filhos irão crescer, os netos aparecer... e tem um investimento tão pesado, vale a pena fazer economia no projeto?


Saudações!

domingo, 4 de outubro de 2009

Quase...

Olá! Tudo bem?

Dia 21 de outubro esse bloguito faz aniversário - um aninho. Passa rápido, não? Em datas festivas (você é assim também?), eu sempre me pego a analisar o ano que transcorreu.
E isso não foi diferente com o blog, pois, como muitos sabem, me preocupo com o que escrevo aqui, com a freqüência que coloco novos posts, com a inconveniência em adentrar certos assuntos, com o tempo que disponho aqui e deixo de lado outros serviços, entre tantas outras preocupações que devem rondar a cabeça de muitos que passam por aqui. Nessa análise é fácil perceber os pontos positivos e os pontos negativos de ser ter um blog.
Devido a essa análise adiantada (para ter tempo de festejar... ou tentar), resolvi mudar algumas coisinhas no blog. De cara, viram que eu mudei o layout? Ficou bom? E viram que eu perdi um monte de coisas? Marinheira de primeira viagem!
Algumas coisas ainda estão inconclusas, mas pretendo, ainda esse ano, acrescentar mais pimenta nesse espaço. Independentemente disso, espero que consigam aproveitar esse espaço da mesma maneira que vinham fazendo nesses últimos 11 meses.
Por fim, só tenho a agradecer a todos que fazem parte do blog e que com suas visitas me animam a continuar escrevendo sobre essa arte louca que é a arquitetura.
Beijo grande e bom início de semana.

 
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