sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Tomadas e plugs

Aproveitando o apagão e aproveitando que hoje é sexta-feira 13, porque não falar de tomadas, né?

A partir do primeiro dia de 2010 começa a ser implementado um novo padrão brasileiro de plugues e tomadas de acordo com normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). Partindo de uma dúvida de um cliente que está fazendo a reforma de seu apartamento e não sabe se mantem ou não as tomadas existentes, coloco aqui algumas informações sobre o novo padrão de tomadas exigido pela ABNT, aproveitando-me de dois textos, sendo o primeiro do site tecnocracia.com.br e o segundo do site da editora abril.



foto daqui


Por que será feita essa mudança?
O argumento para a padronização é facilidade e segurança à população. O brasileiro já teve mais de 12 tipos de plugues e oito de tomadas nacionais ou importados, obrigando-o a utilizar adaptadores muitas vezes. Dependendo do formato ou potência do aparelho, o consumidor pode ser vítima de choque ou provocar curto-circuito ao ligar o produto à tomada.

O que sai de cena?
Os pinos chatos deixam de existir com o novo padrão, permanecendo apenas os terminais redondos. Também será proibida a fabricação dos benjamins (comumente chamados de “T” por conta do formato), pois serão substituídos por soluções mais seguras e com limites de ligações encadeadas que a rede elétrica possa suportar. Isso evitará a sobrecarga de um único ponto da rede elétrica, exigindo mais planejamento nas instalações.

Como será o novo padrão?
O mercado terá dois modelos de plugues e tomadas com dois (bipolar) ou três pinos redondos (bipolar com aterramento). Portanto, aquele pino plano retangular será descartado. O terceiro pino redondo, em um dos plugues, servirá como fio terra evitando que o usuário leve um choque ao ligar aparelhos com corrente elétrica excedente.

Em quanto tempo a padronização estará concluída?
Como mudanças grandes exigem cuidados ainda maiores e no Brasil as coisas andam muito vagarosamente, o padrão que teve sua redação alterada em 2002 só será definitivamente implementado em 2010, último prazo para que formatos incoerentes sejam comercializados. Os usuários não possuem data para adequação, mas o próprio mercado fará com que o consumidor adeque suas residências, pois à partir de 2010 não serão mais encontrados aparelhos com plugues fora do padrão estabelecido à venda no mercado brasileiro.
Muitos eletrodomésticos e eletroeletrônicos já estão adaptados, como TVs e geladeiras. No entanto, o prazo final é junho de 2011. A partir de 1º de janeiro de 2010, empresas não poderão mais fabricar e importar equipamentos com plugues antigos e, até o dia 1º de outubro do mesmo ano, não poderão mais comercializar esses aparelhos com o varejo. Em 1º de janeiro de 2011, o comércio varejista não poderá mais vender, de forma avulsa, plugues e tomadas do modelo antigo e até junho não poderão mais ser vendidos pelo comércio, produtos com o padrão antigo.

O que muda com a existência desse novo modelo?
Como dito, a nova regra estabelece que os plugues sejam padronizados em dois modelos: pino redondo com 2 terminais e pino redondo com 3 terminais, sendo 1 terminal terra. O encaixe do plugue deverá ter o formato hexagonal e as tomadas onde o encaixe será feito terão um baixo relevo de 8 a 12 milímetros de profundidade, criando uma espécie de buraco onde o plugue ficará acomodado, evitando folgas e exposição dos terminais metálicos e consequentemente diminuindo riscos de choques elétricos – uma das principais preocupações do novo formato.

O fio terra
No ano de 2006, o Presidente Lula regulamentou uma lei que obriga que todas as construções possuam rede de aterramento em suas instalações elétricas. A norma regulamentadora de tomadas e plugues também determina que alguns eletrodomésticos sejam fabricados seguindo o padrão de 3 pinos, entre eles a geladeira, lavadora e secadora de roupas, por conta de seu alto consumo de energia. O plugue com 2 terminais continuará sendo utilizado pela maioria dos aparelhos.

Adequação das residências
O padrão NBR 14136 foi feito com base em estudos nacionais e internacionais, levando em conta uma série de fatores, incluindo-se o fator compatibilidade. É sabido que a grande maioria da população brasileira terá dificuldades em adequar sua rede elétrica residencial por falta de recursos financeiros ideais.

Com o lançamento dos padrões, a grande maioria dos aparelhos utilizados em uma residência, continuará no padrão 2 pinos e o mesmo é 100% compatível com a maioria das tomadas elétricas existentes nas residências brasileiras. Isso reduzirá drasticamente a necessidade da troca de tomadas para aquisição de bens como ventiladores, liquidificadores ou ferros de passar – aparelhos mais baratos e com vida útil reduzida – e reduzindo a obrigatoriedade para aparelhos com alto consumo como geladeiras e máquinas de lavar roupa, que possuem uma vida útil longa e não estão acessíveis à população de baixa renda.


Minha humilde opinião
A questão pode parecer simples, mas é complexa. Meu grande receio é que, como aqueles kits de primeiros socorros - que eram obrigatórios em todos os carros e depois tornaram-se quinquilharia devido a não obrigatoriedade - em alguns anos a ABNT reveja o modelo e mude tudo novamente.
Pensando nisso e sabendo que a troca de um modelo pelo outro não é tão simples quanto parece ser, minha dica é cautela. Para aqueles que irão construir agora e já tem eletrodomésticos com a tomada modelo antigo, mesclem a existência de modelos novos e antigos, tomando o cuidado de planejar onde cada tomada será colocada. O mesmo vale para quem está fazendo reforma.
Aos que não tem nada e começarão do zero, tanto na construção quanto na mobília, acho que deve analisar o modelo dos plugs dos produtos adquiridos para, então, decidir qual a melhor opção a ser adotada.

Em qualquer dos casos, é sempre importante ter um bom engenheiro elétrico e um eletricista para saber coordenar esse processo. Boa sorte!

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Bienal

Olá.


Você, profissional ou não de arquitetura, já foi à 9ª Bienal Internacional de Arquitetura? A exposição, que ocorre entre os dias 31 de outubro de 06 de dezembro, no Pavilhão da Bienal do Parque do Ibirapuera, em São Paulo, mais uma vez mantém o discurso de tornar o evento mais próximo do cidadão comum e de sua realidade, mostrando como a arquitetura e o urbanismo interferem no cotidiano.

Eu fui “avaliar” a edição desse ano na sexta-feira passada. Em meio às várias citações de que a mesma estava, digamos, com pouco conteúdo frente os problemas enfrentados pouco antes de sua inauguração, tive boas e más impressões. Gostaria de dividir aqui com vocês, mas já adianto que serei bem superficial.

Má impressão:
1. Como de costume, iniciei a via-sacra pelo terceiro pavimento. Nesse todo, passei pelos outros dois pavimentos rapidamente e a sensação é de que a exposição está inacabada. Espaços vazios (o que pode ser bom), muita embromação e outros tantos com uma separação tão grande que parecia desconexo. No meu entender, acredito que a exposição deveria ser menor mesmo, mas porque não ocupar dois pavimentos apenas?
2. Não adianta achar que você conseguirá apreciar toda a exposição em uma única tarde. Mesmo falando que tem tanto espaço vazio, a exposição ainda continua cansativa. No meu entender, a parte em que mostra projetos e edifícios construídos ainda continua extensa. Muito extensa. Está certo que é legal ver um projeto em que você participou lá na exposição, mas acredito que poderia existir uma seleção mais rigorosa.
3. Ainda nessa parte, projetos de decoração apresentados na Casa Cor e de design de mobiliário se misturam aos projetos de edifícios. Eu acredito, sim, que existe uma relação forte entre decoração, arquitetura e design de mobiliário, mas para o que a exposição em si almeja, não sei se achei a solução das melhores.
4. O tema da mostra é ecos-urbanos (ecos funciona como sigla para espacialidade, conectividade, originalidade e sustentabilidade). Eu gostei do tema, que pretende falar sobre áreas degradadas, e gostei da proposta de interligar os pavimentos com as cores propostas pelo logo (vermelho, amarelo, azul e verde). Mas a bendita palavrinha sustentabilidade... ah, essa palavra norteou não só um pavimento como todos eles e, em alguns momentos, foi mais uma questão de publicidade dos projetos que propriamente uma ação sustentável.

A boa impressão:
1. Por estar com menos stands distribuídos nos pavimentos, consegui apreciar o prédio da Bienal. Críticas ao Niemeyer contemporâneo (?) a parte, eu acho aquele prédio muito bem projetado para o seu uso. Neutro na medida certa e com sinuosidades que engrandecem a obra.


2. Já falei do tema e da conexão proposta pelas cores. Achei interessante e de fácil leitura. No meu entender, conseguiu unir a proposta do tema com a proposta do prédio em si.
3. Como iremos sediar a copa do mundo em 2014, era de se esperar que muito se falasse dela. Lá tive o primeiro contato com os projetos que (talvez) serão colocados em prática para o evento. Além disso, uma mini-arquibancada foi colocada para que pudéssemos entender sobre as normas da FIFA.
Sobre os projetos, em um primeiro momento, senti, pelas maquetes 3d, um distanciamento da obra para com a cidade, mas não posso dizer com precisão. O certo é que fiquei pensando se é necessário tanto investimento para tal evento e, pior ainda, como algumas cidades usarão aquelas construções após a copa. Será que o exemplo do Ninho de Pássaro, em Pequim, não é bom o suficiente?
4. Não havia um projeto sem uma maquete 3d. Elas estão cada dia melhores, mas uma maquete de verdade sempre atrai olhares mais instigantes. Levando isso em consideração, a maior sacada foi do stand Frances com suas maquetes impecáveis, que podiam ser movidas para qualquer lado e visualizadas por qualquer ângulo.

5. Me surpreendi, também, com o espaço SENAC. Primeiro pela estrutura primorosa de madeira instalada. Depois, pelos projetos. Sei da importância da arquitetura dos prédios do SESC, mas não sabia da qualidade arquitetônica dos prédios do SENAC.
Depois de cinco dias da visita, a memória já me falha, mas foram esses os pontos que marcaram. Não falei sobre a exposição de projetos, pois eram tantos e tantos, que ficaria difícil achar uma maneira resumida de comentá-los. No geral, como disse acima, acho, ainda, que a seleção pode ser mais rigorosa, mas há bons projetos, com certeza.

E se vale a pena a visita? Eu acho que sim.
Para os arquitetos, mais uma chance de treinar o espírito crítico.
Para os cidadãos comuns, não sei se a proposta colocada colabora para uma aproximação com a área e nem sei se esse seria o espaço ideal para essa aproximação, como como está apresentada, as instalações e maquetes são maneiras válidas para entender a importância do projeto e do planejamento.

Se você for, boa visita!

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Reidy

Esse ano está "bombando" no que diz respeito a comemoração do que seria o centenário de vida de muitos arquitetos (dê uma olhada nessa reportagem da revista Projeto). O mais famoso no contexto público, creio eu, é Burle Marx. Para a comemoração, várias revistas dedicaram espaço - mais que merecido - a suas paisagens. Mostras, como a Casa Cor, também fizeram suas homenagens, propiciando que muitas pessoas, que estão fora do contexto arquitetônico, conhecessem um pouco mais desse artista.


Outro arquiteto que faria 100 anos seria Reidy, que entre tantos projetos não conhecidos, foi colaborador no projeto do Ministério da Educação e autor do projeto do MAM e do conjunto Pedregulho, todos localizados no Rio de Janeiro. eÉ dele que falarei - ou tentarei - um pouquinho nesse post.
Affonso Eduardo Reidy, ao meu parecer, foi pouco estudado perante a importância que teve para a arquiteta moderna brasileira. Seu centenário, no entanto, reascendeu o interesse pela trajetória do arquiteto. O documentário exibido mês passado em São Paulo denominado "Reidy: A construção de uma utopia" veio para complementar esse momento que é mais do que digno para tal arquiteto.
Confesso que, também, pouco sei sobre o arquiteto. Algumas informações na graduação e um estudo focado na azulejaria de seus projetos cariocas. Uma pena! Mas... como no caso do Burle Marx, essa comemoração trouxe ótimas informações não somente focada a revistas especializadas, mas a um público em geral. Um exemplo foi a reportagem do jornal Folha de São Paulo. Sucinto, mas com dados interessantes sobre Reidy. Tomei a liberdade de pinçar partes que acho que vale a pena a leitura. Aos interessados, bom proveito.

"Autor de projetos-chave da modernidade na arquitetura brasileira, como o MAM-Rio (Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro) e o Conjunto Habitacional Pedregulho, além do plano urbanístico para o aterro do Flamengo, o arquiteto sempre ficou ofuscado por alguns dos colegas, como Oscar Niemeyer, 101.

'A obra do Reidy não tem a exuberância da obra do Niemeyer. A forma arquitetônica em Reidy tem uma gênese diferente. Em certa medida, é menos livre e mais serial' afirma o crítico e professor da PUC-Rio Otavio Leonídio, 44.

"Mas Reidy fez a maioria dos projetos como 'técnico' da prefeitura do Rio. Não tinha o perfil glamouroso do profissional liberal que se costuma associar aos grandes 'criadores'."

Para Leonídio, isso é um grave erro. 'A arquitetura de Reidy tem desdobramentos múltiplos e surpreendentes. A escola paulista deve imensamente a ele. Diferentemente de Niemeyer, a obra de Reidy é aberta, não se encerra em si mesma."
Quem tiver interesse em ler a matéria completa, escrita por Mário Gioia, clique aqui. Na revista Projeto (arcoweb) do mês passado também saiu uma reportagem super bacana, segundo minha amiga Camila Pompolo (porque eu, vergonhosamente, não assino a revista). Ainda não está no site, mas quem tiver interesse e tiver possibilidade de comprar a revista, fica aí outra dica.

Por fim, não posso deixar de colocar, aqui, as imagens dos principais projetos do Arquiteto:



Conjunto Residencial Pedregulho. Imagem 01 via Vitruvius e Imagem 02 daqui. Os azulejos são de Portinari.


Museu de Arte Moderna (MAM) no Rio de Janeiro. Imagem 01 daqui e Imagem 02 daqui.

Leituras como essa me fazem sentir uma saudade do mestrado... e me deu uma vontade de fazer doutorado... Mas como eu faço tempestade em copo d' água tratando-se de estudos, acho melhor ficar quietinha aqui. Quem sabe mais para frente, não?

Bom restinho de semana.

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Amélia é que era mulher de verdade...



Ando uma legítima Amélia (no sentido figurado) depois que a faxineira resolveu pedir demissão aqui de casa.
Eu sei da importância desse (a) profissional e o quanto isso ajuda, mas a preguiça em procurar uma pessoa de confiança, que colabore com o fato de eu ter escritório em casa e aceite vir em casa duas ou três vezes na semana e blá blá blá blá blá anda enorme e só intensifica o programa Amélia que baixa sobre mim de terça e sábado (rs).

No entanto, apesar de meu horário, que já era louco, ficar mais louco ainda, o legal é que quando me disponho a "cuidar" da casa, percebo coisas que deveriam ter sido feitas, o que está legal e o que está necessitando de reforma ou troca e... o que não está limpo.

E aí chegamos na história de hoje, porque uma boa arquitetura (olha eu me achando) ou uma boa decoração se perdem se o ambiente não estiver limpo e organizado, concorda?

Pensando nisso, resolvi dividir aqui minhas recentes descobertas. Donas (donos) de casa, se preparem! Marmanjões (marmanjonas?) que não colocam a mão na massa, acho que o assunto acaba-se aqui.

Pois bem. Olhando, com olhar clínico - entenda bem - para o banheiro da minha casa, que inicialmente tinha o rejunte branco e um box de vidro transparente, percebo que o rejunte passou para cor terracota e o vidro do box não está tão transparente assim. Se isso já era notado antes da Amélia se instalar em mim nesse último mês, a partir do momento que eu estava limpando o ambiente, deveria ficar um brinco!

Então, procura aqui, pesquisa dali e fiz uns testes. Como eles foram parcialmente aprovados, repasso a vocês, para, talvez, facilitar a vida de alguma dona de casa desesperada.

O rejunte:
O assunto rejunte é o que mais dá ibope nesse blog, sabia? Gente querendo saber como limpar o rejunte epoxi que grudou no piso ou gente querendo saber como fazer para ter, de volta, a cor linda e com muito custo escolhida quando a obra foi concluída.

Sobre limpar o rejunte epoxi, a consultora da quartzolit indicou Pintoff gel. Eu nunca testei. Uma amiga disse que não funciona, mas é a única solução encontrada.

Mas falemos sobre trocar a cor do rejunte ou renovar a cor que ali habitava.
- Uma das opções é tirar o rejunte antigo e rejuntar novamente. Já fiz isso, acreditem! Uma pauleira e um resultado péssimo, dado que não sou boa pedreira, muito menos boa azulejista. Então, se você tem interesse nessa etapa, recomendo contratar um profissional habilitado para tal.
- A segunda opção é usar produtos como o ZAPT, da empresa Fortaleza. Eu não estou recebendo nada para divulgar o produto, mas usei e gostaria de fazer minhas considerações:
1. Passar o produto não é tal difícil quanto tirar o rejunte e rejuntar novamente.
2. Passar o produto não é tão fácil quanto aparece na embalagem. É muito cansativo e a limpeza demora horas.
3. O valor do produto é meio salgado, mas uma bisnaga rende que é uma beleza!
3. O resultado é satisfatório, mas exige, em alguns momentos, que passemos mais que uma demão. Considerando-se minha experiência, no caso do produto branco foi necessário passar de 03 a 04 camadas nos locais mais sujos. Em caso de produtos escuros, uma demão é necessária, segundo colega de trabalho que se aventurou na mesma linha que eu usando o zapt na cor cinza.
4. A durabilidade, no entanto, não é das melhores. Se você passar uma buchinha, dessas amarela e verde, onde o produto foi passado, ele sai facilmente, mesmo depois de 03 a 04 dias esperando secar. O bom disso é que se você esqueceu de limpar uma área do piso que continha o produto, ele vai sair com o mesmo esforço utilizado uma hora depois do produto secar.
5. Por fim, preciso falar da garantia da cor, porque não adianta nada sofrer tanto, para o resultado desaparecer em um ou dois dias. Enfim, a garantia de cor não é garantida se você não usar um outro produto da marca fortaleza. Ele se chama ZAPT Protetor. No meu caso, como estava muito cansada do processo (que durou 02 dias), passei o zapt protetor em uma área e deixei a outra área sem. Não era pra ser experimental, mas foi. Onde o protetor foi passado, depois de um mês o rejunte continua branquinho. Onde o protetor não foi passado, o rejunte encontra-se, novamente, na básica cor terracota.
6. Sobre o protetor, indico passar com pincel. Depois de seco, o produto só sai com bastante esfrega-esfrega e o uso do pincel facilita o serviço de limpeza.

Minha dica, então, resumida, para quem quer ter o rejunte novinho em folha é Zapt cores + Zapt protetor + uma grande dose de paciência.


O box

Se você é uma pessoa que tem um box com um vidro de qualidade espetacular, que nunca mancha ou se você é aquele (a) que após o banho, também dá um banho no box com água, detergente neutro e, ainda, passa um paninho para deixá-lo sequinho, nem precisa ler essa etapa. Agora, se você, como eu, tem um box que mancha com uma gota de água e não tem paciência nem marido que aguente a etapa de lavar e secar o box, a solução encontrada para minimizar os efeitos do vidro do box se divide em duas etapas:

1. Quando for lavar o vidro do box, lave com detergente neutro. Acabada essa etapa, pegue uma escova ou uma bucha (verde e amarela) e passe pasta de dentes. É... pasta de dentes. Esfregue, esfregue, esfregue... depois enxague bem, muito bem...
2. Seque o box
3. Com um pano limpo, utilize a mistura de 01 copo de álcool + 01 copo de querosene + 07 copos de água (que você deixou descansar por 24 horas, no mínimo - não me pergunte por que) e passe em todo o vidro. Pegue, então, um pano seco e dê aquele brilho.

Tá pronto! Confesso que não fica como um box novinho em bala, mas que chega perto... ah, isso chega!

Agora é só pegar no batente ou pedir para sua faxineira fazer isso por você. Santas faxineiras!!!

Abraço!

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Móbile

Olá.
Tem alguém aí?
Pois eis que estou fugindo da tarefa de atualizar esse blog. São tantas dúvidas profissionais que acabo me perdendo em saber o que colocar aqui. Reclamações a parte, hoje bloguito faz um aninho. E como ele ainda é um bebê, nada melhor do que falar de criança, não? Mesmo que entrando no contexto de decoração, acho que vale a pena.

E pensando em bebês, ultimamente o que me vem a cabeça são móbiles. Sempre gostei dessas esculturas de peças móveis e em constante equilíbrio. Acho, ainda, que ela ficou estigmatizada para quartos de bebê, mas funcionam perfeitamente em qualquer ambiente. Quer um exemplo clássico: Alexander Calder, o criador do móbile. Dois modelos que aprecio:


O primeiro chama-se Snow Flurry e o segundo chama-se star. Para ver outros modelos, indico o livro Calder no Brasil, de Roberta Saraiva.


Outro exemplo que me lembro bem é do enorme móbile instalado no Sesc Vila Mariana. Não é lindo?

A imagem é do site e concordo que está péssima. Eu tinha uma imagem bem melhor, mas ela sumiu...Se alguém tiver essa foto e quiser disponibilizar para colocar nesse espaço, ficarei grata.

E tem os móbiles caseiros, que são baratos e fáceis de fazer. Um exemplo é o móbile de passarinhos, mas tem outros tantos exemplos pela net:


Imagem: spoolsewing

Mas como eu disse que iria falar de criança, vamos lá: com uma sobrinha de 02 meses, o que mais vejo espalhado pela casa são brinquedos que tem como ponto referencial os móbiles. Como qualquer nenem, minha sobrinha fica hipnotizada com aqueles bichinhos que giram e com aquele tocar de música que deve cansar qualquer um (rs). Mas nem só de bichinhos cantantes vivem os móbiles infantis. Ufa! Dois exemplos que aprecio muito:


Variações sobre o mesmo tema. A primeira imagem é da revista Casa e Jardim, edição set/2009 e a segunda imagem é da House to home. Alguém sabe onde comprar móbiles desse modelo? Pode ser aqui ou em Londres, que está valendo. Agradeço.


Esse outro modelo simples e bonito aparece, na primeira imagem, em projeto da arquiteta Luciana Salles, e na segunda imagem, na casa de fofíssimos trigêmeos, do blog triplos.

Por fim, enquanto pesquisava umas imagens de móbiles encontrei vários posts (bem mais completos, diga-se de passagem) sobre o assunto no blog De(coeur)ação. Vale a pena olhar.

Por hoje é isso.
Grande abraço e parabéns ao Viver Arquitetura. Que ele viva, mesmo que capenga, por muito tempo!


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Complementando o post, encontrei diferentes modelos de mobiles no site da Etsy. É um site gringo, que entrega produtos no Brasil. A quem se interessar, o endereço é esse.

 
©2009 Viver Arquitetura | by TNB